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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

OBJETIVIDADE

Winston Churchill foi primeiro ministro da Inglaterra durante a Segunda Guerra. Era um líder que se destacava pela sua persistência, inclusive ele liderou a nação num período bastante conturbado.

Um de seus discursos mais famosos nos dá um belo exemplo de objetividade. Churchill havia sido convidado para falar na formatura dos alunos  da escola de Harrow, na Inglaterra. Mas formatura é uma cerimônia às vezes chata, demorada, por isso, ele chegou, assentou-se na última fileira e acabou dormindo enquanto o evento acontecia. Ao ouvir seu nome, ele acordou e dirigiu-se rapidamente ao púlpito. Todos estavam atentos às suas palavras, afinal, o maior líder da nação iria falar.

Churchill pegou o microfone e disse – Nunca desistam! – Nunca, nunca, nunca desistam! – de coisa alguma, grande ou pequena – nunca desistam, a não ser por causa de convicções de honra e bom senso. – Disse apenas isso e se assentou. Seu discurso tinha acabado.

Foi o discurso mais curto que o grupo já tinha ouvido. Ninguém se lembra de outros detalhes daquela formatura, mas todos se lembram do discurso de Winston Churchill. Uma lição de objetividade.

Edvaldo
Blessed

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ME PERDOE - A VINGANÇA


O título é apenas uma brincadeira, só pra chamar a atenção ok? Não tem a ver com o teor da mensagem.
Depois de uma pequena discussão com minha esposa, pedi perdão a ela. Ela aceitou o pedido e me perdoou, mas escreveu esse texto, e eu tive que engolir né... fazer o que? De autoria de Alessandra Oliveira, leiam e reflitam.
Um abraço a todos.

AÇÃO X REAÇÃO
Por Alessandra Oliveira

O perdoar ou o pedir perdão, passou a ser um hábito automático na vida dos cristãos. Pedimos perdão e perdoamos sem ao menos saber o que estamos perdoando.


E o outro nem sempre sabe por que pediu perdão, simplesmente porque estamos no automático, ação gera reação.

Erramos por não saber a SUA Palavra. Já pararam pra pensar, quantas vezes cometemos os mesmos erros?

É, podemos até saber as palavras das escrituras (bíblia) mas não usamos como deveríamos usar:

Pedir perdão é um processo, temos que saber em que erramos (arrepender), confessar o nosso erro, e deixar o erro (pecado).

O VERDADEIRO ARREPENDIMENTO. Será que nos sabemos o que é isso?

Se você envergonha alguém em publico, por exemplo: você constrange alguém em uma reunião, uma festa, etc., o certo é consertar em público. É bíblico, se foi algo entre você e DEUS entre para seu quarto ore e peça perdão a ELE (DEUS).

Três requisitos importantes para que sua vida não fique no automático, seja você cristão ou não, temos que fazer com as pessoas o que gostaríamos que fizessem conosco.

1°- Eu errei: é o arrependimento, traz uma tristeza, dor.

2º - Dar a cara para bater: confessar o nosso erro, gera um desconforto, vergonha, principalmente se cometeu em público, o ser humano é muito vaidoso, importa mais o que pensam as pessoas a seu respeito do que o que DEUS pensa sobre ele, pura, hipocrisia.

3º - Ter humildade (caráter): saber que somos falhos, e que sem temor a DEUS não passamos de um Judas ISCARIOTES, é o cara que, comeu, bebeu,era tesoureiro, e discípulo de JESUS.

Podemos dizer que Judas era da família. Creio que se Judas tive se chance ele faria tudo do mesmo jeito, porque não tinha caráter, temor a DEUS muito menos.

O VERDADEIRO ARREPENDIMENTO GENUÍNO TEM QUE:

Gerar desconforto, dor, vergonha, tristeza, temor.

Se não tem feito dessa maneira, pedindo e perdoando sem saber por que, provavelmente está no automático, vira um costume, um habito, por isso caímos nos mesmos erros e enganos.

E quase sempre com as mesmas pessoas, é por que você teve apenas remorso, foi o sentimento que Judas teve.

Diferente de Pedro, que negou três vezes a JESUS, sentiu desconforto, dor, vergonha, tristeza, temor se você comete um erro e não se sente assim , como será que estão os seus pecados diante de DEUS.

Nós somos perdoados dos nosso pecados de acordo como perdoamos o próximo.

Se DEUS neste momento tivesse em mãos um documento a seu respeito para liberar perdão, e tivesse que consultar o arquivo de sua vida , qual seria o veredito? Como você tem agido com seu próximo, que tal ELE TE DAR O MESMO tratamento?

Melhor não né!

Que tal tratar as pessoas da mesma maneira, não importa qual o seu posto na igreja, trabalho, na escola, faculdade, pais, irmãos, parentes, vizinhos, rico ou pobre, intelectual ou analfabeto, afinal, todos são dignos de atenção, compaixão, respeito e amor.

Fica fácil agirmos assim quando pensarmos, que o que plantarmos colheremos, ação gera reação.

Experimenta agir assim, e verá que é a melhor forma de não repetir os mesmos erros.

É por falta de caráter forjado por JESUS CRISTO, que agimos muitas vezes de maneira egoísta, sem nenhum pudor, arrogantemente, apático, desde que alcancemos os nossos objetivos.

Sabe por que repetimos os mesmos erros, e quase sempre com as mesmas pessoas?

É porque não aprendemos a fazer do modo certo.

Tudo que nos dá trabalho nós descartamos, principalmente se não for pra nós mesmos, e se tiver que nos expor. Expor os outros é fácil, mas dar a cara à tapa, poucos são os que têm maturidade, caráter e humildade para isso.

Que o pecado (erro) seja um descuido, e se torne cada vezes mais escasso em nossas vidas.

No nome de JESUS é o que eu desejo para mim, para você.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

CONFLITO DE GERAÇÕES


Hoje em dia é comum encontrarmos nas empresas jovens na idade de 20 a 30 anos que conseguem fazer um monte de coisas ao mesmo tempo: Usam o telefone fixo e o celular ao mesmo tempo, navegam na internet, recebem e enviam emails, conversam com várias pessoas simultaneamente no MSN, lêem jornais, tudo isso enquanto elaboram um relatório para o “chefe”.



É a chamada Geração Y, composta por jovens que nasceram entre 1979 e 1992. Certamente eles têm muito mais intimidade com a tecnologia do que a geração anterior, mas a desvantagem de não permanecerem muito tempo nas empresas. Quando você começa a se acostumar com eles, pronto, já migraram para outra empresa.



Antes da geração Y, havia a minha geração, chamada geração X, os que nasceram entre 1966 e 1975. Essa geração foi marcada pela entrada da mulher no mercado de trabalho, o que mudou bastante a estrutura familiar. É característica dessa geração (X) a permanência nas empresas por muito tempo e o apego a regras e normas organizacionais.





E por fim tem a geração chamada Baby Boomers, que são os que nasceram depois da segunda guerra, entre 1946 e 1964. São extremamente focados no trabalho, considerando-o a coisa mais importante do mundo. Alguns se tornaram grandes empresários e estão em suas empresas até hoje.








Já começa a se falar também na Geração Z, formada por pessoas nascidas na segunda metade da década de 90 e nos anos 2000. É aceito que tenha começado em 1996, após o "Echo Boom" e terminado em 2010.



As pessoas da Geração Z são conhecidas por serem totalmente digitais, estando muito familiarizadas com a World Wide Web, YouTube, telefones móveis e mp3 players, não apenas acessando a internet de suas casas, e sim pelo celular, ou seja, extremamente conectadas.



E vem aí a Geração Alpha, que são os nascidos a partir de 2010. Quem se arrisca a dizer qual será o perfil desses meninos e meninas?


Edvaldo
Blessed

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

OS SILVA

Por José Ribamar Bessa Freire*

Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: “Lula é analfabeto”. Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva, que tem diploma universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, “porque ela tem cara de quem está com fome”.




Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come.



Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da existência humana.



Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxudiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados.



Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados.



De um lado, reforçam a ideia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercício da representação política.



A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio.“Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel…/ Deus do céu!/ Como ela é maldosa!”.



Nenhum dos dois - nem Caetano, nem Rita - têm tutano para entender esse Brasil profundo que os silvas representam.



A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito da roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê?



O mapa da fome



A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre.



Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não aguentaram e acabaram aumentando o alto índice de mortalidade infantil.



Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.



A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e aí mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever.



Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando.



Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT.



Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco, quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta.



Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal.



Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem.



Tudo vira bosta



Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que - na voz de Rita Lee - a descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir dos ovos, “o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira bosta”.



Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra música - ‘Se Manca’ - dizendo a ela: “Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/ e ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babaca”.



Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas - ‘Você vem’ - ela faz autocrítica antecipada, confessando: “Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem… e faz piada”. Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: “Desculpe o auê/ Eu não queria magoar você”.



A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, “ela tem cara de professora de matemática e mete medo”. Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira.



Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro. Sobra quem?



Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, untuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, “il péte de santé”.



O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil…



Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de liderança em nosso país.



Marina Silva, a cara da fome? Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente.



(*) Professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ)e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)